Proteção de dados nas empresas: saiba como se adaptar

7 minutos para ler

Em breve terminará o prazo estipulado para que as empresas se adaptem aos requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados — LGPD. Em razão disso, muitas delas já começaram a atualização de seus sistemas e processos para se adequarem às exigências da lei.

No entanto, ainda existem dúvidas em relação a quais procedimentos devem ser adotados para garantir que todas as reivindicações sejam atendidas. É preciso entender a importância e complexidade dessa adaptação para que as alterações sejam feitas de maneira adequada. Afinal, o não cumprimento da lei pode causar diversos problemas às empresas que não se adequarem.

A seguir, mostramos como as empresas têm se adaptado a essa necessidade, bem como a importância de que os profissionais sejam capacitados para lidar com esse assunto. Acompanhe a leitura!

Entenda a importância de se adequar à LGPD

A LGPD estipula uma série de limites e regras que qualquer pessoa natural ou jurídica que armazene ou trate dados pessoais de terceiros deve seguir a fim de garantir a proteção dessas informações. O principal objetivo é assegurar o direito à liberdade e à privacidade individual, além de evitar que essas informações sejam acessadas por pessoas não autorizadas.

Isso significa que o usuário que tiver os dados pessoais armazenados por uma empresa, em muitos casos, deve fornecer o consentimento a ela para a sua utilização, bem como ter o direito e formas para revogar, alterar ou solicitar o acesso a essas informações.

A LGPD tem um forte impacto sobre qualquer empresa, pois elas precisam encontrar maneiras de proteger sua base de dados. Em função disso, é preciso que haja um grande empenho para que esse processo seja eficiente.

As penalidades para as empresas que não atenderem às exigências da lei são rigorosas, como a aplicação de multa de até 2% sobre o faturamento, entre outros tipos de punições. Além disso, o descumprimento da lei pode afetar a imagem da empresa perante o mercado, o que significa um prejuízo ainda maior.

Saiba o que as empresas devem fazer para se adequar

Seja qual for o tamanho da empresa, as exigências da lei são as mesmas. Para se adequar a essas necessidades, uma série de medidas e boas práticas devem ser adotadas.

O primeiro passo é fazer uma análise profunda do negócio para entender de que forma a lei interfere nos processos. É preciso observar os sistemas utilizados pela empresa a fim de identificar quais pontos precisam de atenção, bem como fazer um mapeamento dos dados.

Ao fazer essa análise, deve-se considerar todos os processos e sistemas da empresa que tratam e armazenam informações pessoais. Isso significa avaliar contratos, registros de funcionários e clientes, entre outros departamentos que façam uso desse tipo de informação.

Com base nesse levantamento, é preciso fazer as implementações nos sistemas para que eles fiquem em conformidade com a lei. Além disso, é necessário manter um controle e gerenciamento das informações armazenadas pela empresa.

Um ponto crucial nesse processo é a capacitação dos profissionais que serão responsáveis por essas atividades. Isso porque eles devem ser capazes de atender e resolver todas as demandas referentes a esse assunto.

Leia sobre qual é o papel do profissional que cuida da proteção de dados

Está previsto no artigo 41 da LGPD a criação de uma nova figura: o encarregado de dados ou Data Protection Officer — DPO. Esse novo perfil é de nível estratégico e será responsável por fazer a administração total das informações.

Além disso, ele terá o papel de intermediar a comunicação entre a empresa e a Agência Nacional de Proteção de Dados — ANDP —, órgão criado com a finalidade de editar normas e fiscalizar a aplicação da lei.

É importante destacar que esse profissional deve ter um profundo conhecimento de todas as exigências legais. Isso porque a legislação pode sofrer alterações ao longo do tempo, o que possibilita que sejam necessárias novas intervenções nos sistemas para atender a essas demandas.

Outra característica dessa função é orientar os demais funcionários sobre boas práticas e políticas de proteção de dados adotadas pela empresa. Por seu papel extremamente importante nesse processo, a recomendação é de que esse cargo seja criado antes mesmo do prazo para que a lei passe a valer.

Saiba como formar um profissional alinhado com essas demandas

O profissional especializado em proteção de dados deve ter conhecimento sobre as leis, conforme já foi mencionado. Entretanto, esse profissional também deve ter profundos conhecimentos em TI. Isso porque existem atividades referentes aos dois setores especificamente.

A falta de proteção de dados em uma empresa pode proporcionar inúmeros problemas. Em função disso, é extremamente importante contar com mão de obra qualificada para tratar o assunto da maneira adequada.

Existem algumas certificações que o profissional deve fazer para atender a essa demanda e estar alinhado com as necessidades do mercado. O ideal é que o DPO tenha três níveis específicos de certificações; cada um é pré-requisito do outro. Confira a seguir algumas informações sobre esses três níveis.

ISO-27001 — Information Security Foundation — ISFS

A ISO-27001 é uma norma que estabelece as condições básicas para garantir a segurança da informação em uma empresa. Sua aplicação proporciona a certificação de que a empresa adota normas e procedimentos para assegurar a proteção dos dados em todos os fluxos de negócios.

O profissional deve conhecer essas normas para entender os itens que envolvem a aplicação da segurança da informação nas empresas.

ISO-27701 — Sistema de Gestão da Privacidade da Informação

A ISO-27701 é uma extensão as normas ISO 27001 e ISO 27002, que estabelece requisitos e fornece diretrizes para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão de privacidade da informação (SGPI).

Esta certificação foi desenvolvido para preparar seus participantes a implementar um Sistema de Gestão de Privacidade da informação (SGSI). Além disso, obterá uma compreensão abrangente das melhores práticas de gerenciamento da privacidade.

EXIN Privacy & Data Protection Foundation — PDPF

Essa certificação tem como foco a General Data Protection Regulation — GDPR — que, em português, significa Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e corresponde à lei europeia de proteção de dados. Como a LGPD tem como base a legislação europeia, esse curso é extremamente valioso para entender suas características.

EXIN Privacy and Data Protection Practitioner — PDPP

Essa é a última etapa para ser considerado um DPO. Com essa certificação, o profissional terá conhecimentos práticos sobre a aplicação da lei de proteção de dados, como todas as documentações envolvidas, entre outros ensinamentos importantes.

EXIN Privacy & Data Protection Essentials — PDPE

Essa certificação não faz parte das obrigatórias para se tornar DPO. No entanto, ela foi criada com base na LGPD. Por isso, é extremamente recomendada para que os profissionais compreendam as exigências da lei brasileira.

A aplicação da LGPD envolve uma série de atividades e adaptações nos sistemas para garantir que a proteção de dados seja efetiva. Em função disso, a empresa deve se adaptar a essas exigências, bem como contar com pessoal qualificado e que esteja alinhado às demandas do mercado.

Agora que você já entendeu a importância de deixar a empresa de acordo com as exigências da LGPD, entre em contato conosco e converse com nossos especialistas!

Você também pode gostar